Psicolinguística

VER SEM OLHAR

Vejo através da janela,

O Céu e a Terra, a linha do horizonte,

Olhar vago, inexistente, quase vazio,

Sem água a jorrar de qualquer fonte.

*

Através da janela dos meus olhos,

Vejo tudo e nada vejo praticamente,

É um ver sem olhar,

É o tédio abjeto que perturba a minha mente.

*

Que importa ver sem realmente olhar,

Tudo me parece sem o menor relevo,

Consome-me esta apatia, esta melancolia,

Esta taciturnidade, nem sequer olhar me atrevo.

*

O mundo à minha volta exige foco e intenção,

Quero a vida "olhar com olhos de ver",

Porém, esta lassidão, este enfado me impede,

E, assim, neste instante, não reconheço o meu ser.

*

Prof. Eduardo Teixeira

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