Psicolinguística

BUSCA INTERIOR

Labirinto do meu ser

BUSCA INTERIOR

 

Entro vagarosamente em mim,

em busca do meu ser.

 

Percorro silenciosamente

o labirinto interior com as suas

avenidas, ruas e ruelas

que compõe a minha natureza.

 

Cruzo-me com matéria orgânica variada

que - de momento - vagueia,

ainda ordeiramente, através de montes e vales,

movida pela própria lei da natureza,

estando esta sujeita a alguma homeostasia.

 

Tudo está submisso 

a algo mais extensível e mais lato,

que são, os principais órgãos do sistema sensorial,

tais como: a língua o nariz, os ouvidos e os olhos,

que captam estímulos físicos e químicos 

e os transformam em impulsos elétricos,

que são transmitidos ao sistema nervoso central.

 

Na caverna do meu ser,

tento entender e compreender

a máquina complexa  e altamente sofisticada

de que sou feito.

 

Tudo me parece extraordinário,

mas se assim é, qual a razão para eu me sentir

tão sem importância!?

 

Não deveria eu sentir-me feliz e orgulhoso,

de ser eu próprio, uma máquina tão funcional,

tão perfeita, tão excelente e tão maravilhosa!? 

 

Porém, momentos há, que, de facto me sinto

mesmo insignificante.

 

É certo que a minha auto-estima tem altos e baixos.

 

No plano mental,

a perceção que tenho de mim mesmo

é, que a fábrica do cognitivo está ainda em pleno funcionamento

conseguindo produzir armas capazes de fazerem frente 

a muitas hostilidades que a própria existência vai tendo.

 

A secção da fábrica dos sentimentos,

das emoções ainda trabalha em pleno

e, a da imaginação,  - felizmente -,

funciona dia e noite,

seja de forma simpática (SNS) ou parassimpática(SNP),

como se de um relógio das melhores marcas suíças se tratasse.

 

Até quando não o saberei dizer...!

 

Fico muito feliz ao dar-me conta 

que, o meu sistema neuronal - cerca de cem bilhões -,

bem como as imensas sinapses que compõem o meu ser,

quer sejam elas, químicas ou elétricas,

estão ainda exercendo as suas funções de forma ordeira e pacífica.

 

Esta minha viagem interior

termina com um pouco mais de informação acerca de mim mesmo,

no entanto, 

quando eu me pergunto:

Quem sou eu?

Sou aquele que pergunta ou o que não sabe a resposta

nem de forma clara e muito menos de forma precisa.

 

Concluo com um poema de Dennys Távora.

"Sou uma pessoa feliz,

Amo muito a vida

E dela sou aprendiz.

Tenho várias paixões,

Mas, como qualquer um,

Possuo imperfeições;

Se os caminhos desta vida

Ainda não sei de cor,

Pelo menos busco,

A cada dia,

 

Tornar-me alguém melhor.

 

FIM

 

Prof. Eduardo Teixeira

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