Psicolinguística

OLIVENÇA

OLIVENÇA

Olivença filha querida,

do reino de Portugal,

por Espanha foste raptada,

feita eterna prisioneira,

e nunca mais devolvida,

ferida aberta intemporal.

 

O teu raptor, feito compreensivo,

a partir do Congresso de Viena,

feito em 1815 reconheceu que és mesmo portuguesa,

que te havia de devolver à Pátria mãe,

mas até hoje não aconteceu,

mantendo-te assim  refém, nesse triste cativeiro,

acorrentada, bem presa.

 

Em ti corre o nobre sangue Luso,

e, sempre assim irá correr,

és forte, vigorosa, guerreira,

porém estando manietada,

pouco ou nada poderás fazer.

 

Orgulham-se os teus habitantes,

de ainda falares português,

idioma original que nunca esqueceste,

embora mesclado com o pobre espanholês.

 

És menina pertencente a esta nossa realeza,

o tratado de Alcanices assim sempre rezou,

enquanto Espanha não te libertar

o atrito entre os dois países, por certo, não acabou.

 

O teu rosto lindo e belo,

de feições primorosas de uma verdadeira donzela,

só aspira a respirar liberdade, sair dessa mísera gaiola,

tu nada tens de extremeño,

tudo em ti é português, nunca serás espanhola.

 

Vestida, travestida, com esses mantos ricos de Espanha,

querem fazer-te esquecer a tua origem de verdade,

por mais que tentem iludir-te,

sempre serás a nossa linda e querida cidade.

 

É assim o teu triste fadário,

para mim, nostálgico, como realmente sou, 

no peito trago, dia e noite, esta grande tristeza,

nunca te esqueças da tua pobre mãe que te pariu,

porque, essa, será sempre a tua melhor e maior riqueza.

 

 

Prof. Eduardo Teixeira

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