Um falo enfurecido se levantou,
porque numa reunião magna quis protestar,
não estava nada de acordo,
com aquilo que ali se estava a passar.
À mesa estavam sentados,
aqueles que consideram o mundo poder dominar,
as grandes potências bélicas,
mas hediondas bestas na sua forma de pensar.
O falo, por ser o chefe máximo de um país invadido,
para a dita reunião foi convidado,
foi uma forma estratégica de o tentarem falsamente valorizar,
porém, os grandes manda-chuvas, queriam-no de bico calado.
No entanto, ele, que não era nada parvo,
tentou impor-se contrariando aquilo que lhe estava a ser imputado,
levantou-se, ergueu a voz e, num tom enraivecido,
recusou-se a ser completamente manipulado.
Mas eis, que o chefe maior da magna reunião,
ao ver o falo tão erecto, tão vermelho e completamente inchado,
ordenou que se acalmasse, que apenas engolisse em seco,
caso contrário, cada vez que se levantasse, seria silenciado.
Perante essa estranha e bizarra situação,
onde tudo estava, pelos autocratas, completamente manipulado,
o pobre e humilde falo, tendo-lhe subido o sangue à cabeça,
tentou ainda voltar a erguer-se, mas o seu pio foi-lhe cortado.
Uma vez que naquele contexto, ele era o elo mais fraco,
sentindo que nada ali estava a fazer a não ser pelos ditadores domado,
o sangue nas veias recomeçou violentamente a correr, a acelerar,
a sua face inchou, os vasos bem dilatados e ficou todo ruborizado.
Os grandes ditadores que, entre eles, sempre bem se entendem,
notando a fraqueza e a desproporção para com este fraco falo entalado,
decidiram dar-lhe ordem direta de expulsão da dita reunião,
saindo este, murcho, cabisbaixo, triste e todo envergonhado.
O fraco, perante os mais fortes e prepotentes,
mesmo sendo astuto, não lhe é possível impor-se, mesmo estando irado,
o mesmo acontece quando, um fraco membro, por maior que seja o seu desejo,
não consegue concluir a sua tarefa e, num ápice, acaba todo babado.
Meus senhores fiquem a saber, de uma vez por todas,
que a força, a potência, nem sempre está naquele que se acha ser o dominador,
pois aquele que, por acaso, no momento fulcral, tenha a testosterona em baixo,
dificilmente poderá ser um grande, um excelente e impetuoso orador.
No entanto, cada um tem de viver e agir conforme as suas posses,
e, não é por isso, que, tendo uma menor força viril, terá de ser humilhado,
há por aí grandes carrões, aparentemente, superpotentes,
que têm o motor completamente gripado.
Parece que por detrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher,
não sei se é verdade ou não, no entanto, assim rezam os velhos ditados,
o que sei, é que, a maioria dos ditadores viaja nos seus enormes aviões,
e, apesar da sua prepotência, mais parecem terem sido em eunucos transformados.
Prof. Eduardo Teixeira