Psicolinguística

ONDE MORA A FELICIDADE

 

ONDE MORA A FELICIDADE?

Andamos bem iludidos!

 

Por vezes, pergunto-me qual a razão de passarmos grande parte das nossas vidas 

iludidos, a sonhar em possuirmos certos e determinados bens materiais?!

 

Todos, sem exceção, sabemos que a um dado momento,

tudo aquilo que possuímos ou sonhamos possuir, deixa de ser de facto 

importante, pois, ninguém levará absolutamente nada para o outro mundo,

que é o mundo da inexistência.

 

Seremos então, eternamente pó, poeira, húmus, terra e nada mais.

 

Vivemos realmente num mundo de ilusões, de sombras e vãs quimeras.

 

Tanta luta, tanto sofrimento, tantas frustrações e, depois, 

num ápice, tudo deixa de ter qualquer importância!

 

Talvez se assim não fosse, o homem, ainda viveria na idade

da pedra, na idade do paleolítico inferior!

  

Se não houvesse toda esta ilusão, 

o homem, talvez ainda andasse a emitir simples grunhidos

a fim de comunicar com o seu semelhante!

 

Todos sabemos e pensamos que a busca do conhecimento

é algo fundamental para a nossa espécie.

 

Porém, apesar de todo o conhecimento adquirido através dos tempos

continuamos a ser prisioneiros do universo e, continuamos a achar

que somos possivelmente mais felizes do que o homem das cavernas.

 

Tudo isso, pode não ser verdade.

 

Será que os homens das cavernas não tinham o sentimento da verdadeira felicidade?!

 

Será que não seriam ainda mais felizes do que nós, até pelo facto

de viverem de um modo mais natural e mais livre?!

 

Afinal, estas sociedades modernas não são imensamente gerados de tristeza e de frustrações?!

 

Afinal, quem me pode garantir que um simples grilo, no fundo do seu estreito buraco,

não é um bichinho feliz?!

 

Afinal, parece que tudo se resume àquilo que, modernamente, se chama consciência.

 

O grilo no fundo do seu pequeno buraco no chão, não sabe se é feliz, pois não tem consciência disso mesmo.

 

Isto faz-me lembrar a expressão que, frequentemente, vamos ouvindo da boca do Zé Povo:

"Só os burros não mudam de ideias, porque pelos vistos não têm ideias"

 

Será que isto é mesmo verdade?!

 

Mas quem me garante que os burros não têm ideias?!

 

A ciência Etológica, todos os dias nos dá provas de que, também neste domínio,

vivemos ainda muito enganados.

 

Porque será que um símio quando encontra mexilhões, cocos, ostras, nozes, etc.,

logo trata de arranjar uma certa pedra, a fim de quebrar as conchas de modo a poder deliciar-se com o seu recheio?!

 

Será que, para cometer tal proeza, o macaco não teve de ter ideias?!

 

É verdade que o ser humano pela sua natureza, é um animal curioso.

 

Ele está constantemente em busca de novas descobertas.

 

Mas quanto à ideia de "posse" creio que ela, não só faz de nós seres tristonhos,

como também nos torna frustrados.

 

Ora, no fim de contas, quando a vida termina, "vai tudo para o galheiro",

tudo se torna bastante fútil, se não totalmente fútil.

 

Isto é o que eu vou pensando.

 

Talvez nos devêssemos concentrar numa busca mais espiritual,

do que andarmos completamente e constantemente alucinados

em busca dos tais bens materiais, tais como casas, carros, aviões, relógios de luxo,

coisas que são para muita gente quase impossíveis

de obter.

 

Vivemos demasiadamente concentrados nos outros, nas aparências e naquilo que eles

podem pensar de nós, em vez de olharmos mais para dentro de nós.

 

O que me importa a mim, que o meu vizinho tenha sete carros de luxo e, eu,

apenas tenha um todo velhinho ou até nenhum?!

 

Será que esse meu vizinho é mais feliz por causa disso?!

  

Afinal onde mora a verdadeira Felicidade?!

 

Aqui vos deixo com esta última questão.

 

N.B. Tentem ser felizes com aquilo que têm, mesmo que seja pouquinho.

 

 

Prof. Eduardo Teixeira

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