Psicolinguística

SEM PALAVRAS!

SEM PALAVRAS!

O respeito, a honra, a honestidade,

a ética, a lealdade, a justiça, a empatia, a tolerância, a humildade...etc.

nos dias de hoje, para a maioria dos homens,

são apenas meras palavras,

são apenas palavras vãs, que lhes saem da boca,

sem que se preocupem em saber

qual o verdadeiro significado das mesmas,

saem-lhes como coelhos bravos fugindo da toca!

 

Essas e outras palavras esvaziaram-se,

perderam todo o seu brilho e o seu verdadeiro sentido.

 

Sabe-se que as palavras,

sendo entidades arbitrárias, designam por natureza, 

descrevem realidades existenciais.

Com elas quase tudo se faz até os próprios cânticos.

Logo, desde o momento em que as palavras passaram a existir

adquiriram, porque lhes foram atribuído certos valores semânticos.

 

Arbitrária é toda e qualquer língua que possa existir na planeta.

 

Na verdade, as línguas orais e escritas da humanidade

são criações do homem que assim as inventou e codificou

mais, certamente, por algum pragmatismo,

do que, talvez, por qualquer vaidade.

 

Para os linguistas, as palavras são organismos vivos:

nascem, crescem e morrem.

 

De facto, neste mundo, nada é estável, imutável,

"tudo é mudança".

 

Contudo, constatamos que algumas palavras 

não morrem, pelo menos a sua carcaça, essa 

torna-se intemporal.

Permanecem sem conteúdo, vazias de significado.

Ficam cadavéricas, ocas, sem vida,

em estado objetal.

 

É o caso da palavra (Respeito).

 

"O Respeito é um dos valores humanos 

que fundamentam a vida em sociedade. 

Seja em relações interpessoais ou em vista de normas,

regras ou de um poder instituído.

 

Respeitar não significa concordar

plenamente com outra pessoa,

mas significa não discriminar,

ofender ou impedir

que uma pessoa realize as suas próprias escolhas". 

 

A evolução do homem,

nunca foi algo simples, nunca foi um processo contínuo,

evolutivo sem sobressaltos.

Sabemos que essa diacronia, foi sempre recheada de obstáculos,

de transtornos e algumas impossibilidades,

isso todos nós sabemos,

não é preciso sermos todos uns verdadeiros arautos.

 

A evolução humana,

teve vários momentos:

avanços, estagnações e também retrocessos.

 

Vivemos, agora, um desses momentos infelizes,

de um enorme retrocesso civilizacional.

A apatia instalou-se nas cabeças

repletas de ignorância de maneira fatal.   

 

Hoje, toda a gente sabe tudo e mais do que tudo.

Alguns, verdadeiros acéfalos, preguiçosos,

pensam saber mais do que os seus próprios professores

e, em todas as áreas do saber,

clicam na tecla e, já está, ei-los transformados 

em verdadeiros doutores.

 

Arrogam-se o direito de discordar,

sem no entanto,  conseguirem apresentar argumentos válidos

sobre qualquer matéria que esteja em discussão.

É de partir o coração!

 

Acham-se os tais...

o supra-sumo da inteligência e da cultura,

apenas por possuírem um super computador

ou somente um belíssimo e caro telemóvel na mão,

comprados muitas vezes, sacrificando prioridades

fundamentais, 

sendo a culpa, muitas vezes, dos próprios pais.

 

O mundo está repleto de arrogantes, 

de pessoas menores,

de gentalha com pensamentos pervertidos,

cujos cérebros estão completamente desorganizados,

desorientados, totalmente perdidos.

 

Aliás, continuo a fazer valer o meu "pequeno poema":

 

"Ó cabeça, cabeça...

 

que sobre os ombros estás 

e não serves para refletir, para pensar,

mas valia que viesse um diabo

e que a pudesse cortar".

 

Reconheço que é feroz, sem a menor dúvida.

É, efetivamente, um não poema.

Mas foi criado num momento de desespero da minha parte,

perante um público verdadeiramente ignorante,

arrogante, estúpido, bruto e insultuoso.

 

Foi desse modo,

que considerei que, esse mesmo público

deveria ser - nesse momento - catalogado,

apesar de me sentir um pouco desolado.

 

O saber, o conhecimento, bem como o respeito,

são elementos estruturantes de um verdadeiro ser Humano.

 

Tudo isso dá um imenso e longo trabalho.

"Trabalhar faz calos".

trata-se de uma tarefa árdua.

Já ninguém "quer vergar a mola".

Hoje a maioria das pessoas quer boa vida, 

mas já não quer trabalhar.

 

Razão pela qual vivem acefalamente.

 

Nota

TRABALHO, esta palavra é proveniente da língua Latina.

 

Na verdade, a palavra latina era: TRI+PALIUM

 

Ora, como as palavras se modificam ao longo dos tempos,

no espaço e no tempo, esta palavra a um dado momento

passou a ser: TRI+PALIU

 

Vemos que perdeu o (M) final. A isso se chama: APÓCOPE. 

 

O que significava o tal TRI+PALIU?

 

Tratava-se de um instrumento de Tortura.

Era uma espécie de mesa sobre a qual colocavam a pessoa a ser torturada.

Essa mesa tinha uma roda com (três paus) que permitia ser enrolada,

de modo a esticar a pessoa até ser esventrada.

 

Assim o significado de TRI+PALIU que passou a ser TRI+PALIO deu em:

Francês =     Travail

Espanhol =   Trabajo

Português =  Trabalho

 

Como podemos ver Trabalhar é:

sofrer, penar, suar, esforçar-se, etc.

Será, talvez, por isso que muita gentinha não quer trabalhar, 

diga-se também, estudar a sério,

porque isso, dá efetivamente, muito trabalho.

 

(Como se soubessem ou se preocupassem sequer em saber

o significado real linguístico da palavra TRABALHO!!!!)

 

Ha...Ha... Ha...Ha...!

 

 

Prof. Eduardo Teixeira

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