SIMPLES EMBAIXADOR
Às vezes escrevo coisas, sem dar por mim,
Chego mesmo a não saber
Por que razão, tal aconteceu, tal ato cometi.
Será que estou a sonhar ou será que enlouqueci?!
Será que estou louco?!
Será que sou eu que escrevo?!
Fico confuso. Estarei perdido ou sonâmbulo?!
Será alguma estranha entidade que por mim o está a fazer!?
Não saberei tal coisa descrever!
Estou convencido de que a palavra ganha vida própria.
Ao escrever, basta uma só palavra passar-me pela cabeça,
E, repentinamente impede-me que eu, outra palavra estabeleça.
Na verdade, as palavras parecem possuir ímanes,
Elas, selecionam-se umas às outras como fazem as pessoas,
E, eu, ao bater simplesmente nas teclas do computador,
Sou apenas um mero servo e, das palavras, um simples embaixador.
Prof. Eduardo Teixeira