Psicolinguística

TUDO SE ESFUMA E DESFALECE

TUDO SE ESFUMA E DESFALECE

Este nosso triste mundo está imundo.

Imundo, porco, apodrecido, doente,

Não apenas de maleitas de vários tipos,

Mas, sobretudo, de prepotência, de malvadez,

De ditaduras camufladas de democracias,

Repleto de mentirosos, bajuladores, oportunistas,

Manipuladores, mentecaptos, malabaristas, arrogantes

E invejosos.

 

Repleto sim, de pequenez, tacanhez, de má criação,

E de chicos-espertos.

 

Este nosso mundo está a ficar mesmo vazio!

Vazio sim,

De verdade, de humildade, de humanidade.

 

Hoje tudo é avaliado pelo dinheiro, pelo cifrão,

Pelo status,

Pelo egoísmo,

Pela falta de vergonha, pela falta de honra,

Pela falta de honestidade, pela falta da ética

E dos valores morais tão fundamentais.

 

Hoje, neste pobre mundo,

Qualquer imbecil é mestre, doutor, pós-doutorado,

É o sábio dos sábios,

É o suprassumo da Inteligência.

 

Meu Deus, quanta falta de sensatez e de juízo!

Quanto coronavírus mental!

Quanto palerma!

Quanta demência!

 

O homem de hoje é uma espécie

De papagaio louco, falante,

Qual relógio de repetição…!

É, sem sombra de dúvida, um verdadeiro

culto/Ignorante.

 

E, mais do que isso tudo,

A palermice veio para ficar,

Definitivamente, este mundo mudou.

 

A miserável pandemia da estupidez

Acabou com a alegria de viver.

 

Estamos isolados e desiludidos,

– Maldito coronavírus mental! -

 

                                  Estamos, hoje feitos reféns, prisioneiros, retidos

Dentro dos nossos próprios casulos,

Por ordem suprema, não de um Deus,

Mas de homens, simples e míseros mortais,

Que, às vezes,

Se julgam serem de facto verdadeiros deuses Imortais.

 

Mas, mesmo assim, haja esperança,

Porque quem manda, manda bem… ou bem mal!

 

E, eis que, de repente,

Neste nosso sofrido planeta,

Repleto de ilusões e de ilusionistas,

Bastou um só, horrendo e fatídico vírus,

Para pôr ricos e pobres, espertos e asnos,

Arrogantes e humildes,

Bem como maníacos de todas as espécies,

Rentes ao chão, colocados na lama,

Como que a dizer-lhes:

 

Tudo é efémero,

Tudo são devaneios,

Tudo são divagações,

Tudo são vãs quimeras, ilusões.

 Tudo é pequenez e imensidão.

Tudo existe e, tudo deixa, num sopro, de existir.

Tudo é luz, claridade e escuridão.

Afinal, somos todos Tão Importantes…!

E, num ápice, tudo se esvai, tudo se esfuma.

 

 

Eduardo Teixeira

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